
A USC vai a pique

Março 2010
Malia todas as queixas, mesmo mediáticas, emitidas por Senén Barro para denunciar os febles orçamentos que terá "a sua universidade de Excelência Internacional", o Conselho Social deu o visto e praze aos dinheiros para o curso académico que vem.
No total, a soma ascende a 244,6 milhons de euros, umha cifra por baixo da manejada nos orçamentosde 09/10, quando a equipa de Senén Barro contabilizava um milhom e meio de euros mais. É intrigante, nesta conjuntura e com as cifras já sobre a mesa, saber como farám os tecnocratas de serviço que saiam eleitos nas urnas este ano para gerir umha universidade que, no marco da competitividade de Bolonha, recebeu os galardons que a pressuponhem como umha das de maior prestígio do Estado (realidade diária à parte).
No entanto, os gastos básicos da USC sobem para o ano em 1 milhom de euros. Daí que em recentes declaraçons, Barro figesse fincapê na impossibilidade de quadrar umhas contas à baixa com umhas exigências à alça. Afinal, o departamento de Economia da USC estimou em 6,5 milhons de euros o aumento dos gastos para o curso 10/11.
Reitores? Mercenários do capital!
Por esta razom, e vista a falta de apoio institucional para elevar os orçamentos públicos, a Junta autorizou a USC a adividar-se em 10 milhons de euros. Esta foi a única saída que encontrárom os gestores dos interesses do capital, que nom duvidárom nem duvidam em salvar as contas de bancos e ladrons vários, mas nom vem a forma de que a Universidade Galega tenha garantido materialmente o seu futuro.
O seu comportamento acrítico com a realidade financeira espanhola, submissa ante os banqueiros e inflexível ante o ensino público, tem um vector comum. E é que a submissom as banqueiros nom é só cousa dos políticos, mas também dos gestores das universidades. Assim, todo fai sentido: o Estado e a Junta nom tenhem fundos para a Universidade, mas sim para o BSCH. E a Universidade nom recebe atençom do Estado e a Junta, mas sim a receberá quando o BSCH o considere oportuno.