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Actualizada em
28/08/10

Professorado UdVigo denuncia deficiente conhecimento língua

Fevereiro 2010

Num escrito redigido para expressar-se a respeito do rascunho do decreto sobre o galego no ensino, professoras e professores da UdVigo ligados ao Departamento de Filologia Galega e Latina reivindicárom um aspecto essencial ao falarmos em termos de aprendizagem de línguas. Em concreto, referírom-se ao "deficiente" conhecimento do galego por parte de camadas estudantis percentualmente notáveis que chegam à universidade. Ou seja, ao ensino superior, após passarem mesmo o Bacharelato, que nom esqueçamos que já nom é obrigatório.
 
Nom é só quantidade; é qualidade
 
Como AGIR vem reivindicando a propósito do trilhado objectivo de introduzir aulas em inglês na escola, as horas dedicadas ao seu estudo em período escolar som mais do que suficientes para garantir um conhecimento, polo menos, básico. Algo que, na prática, nom acontece.
 
Algo similar ocorre, desgraçadamente, com o nosso idioma. Nom é de estranhar, pois a sua aprendizagem adquire-se nas cidades e muitas vilas de Galiza como se dumha língua estrangeira se tratar. Por exemplo, livros convalidados pola Conselharia de Educaçom para 2º de Bach. contenhem exercício destinados a separar palavras em sílabas...
 
E assim, é claro, chegamos à universidade como chegamos. Mas nom só. Talvez o mais preocupante seja o processo de inocular na mentalidade das crianças das mais grandes cidades do País a ideia certa de o galego ser desnecessário, intranscendente e, como tal, de aprendizagem puramente memorística. Umha aprendizagem que, em territórios desgaleguizados pola pressom do espanhol, torna o galego um incómodo que ocupa horas de "memorizaçom" para nada. Este fenómeno está intimamente ligado a dous factores sem cuja superaçom, achamos, nom conseguiremos melhorar o estatus social da língua:
 
1) A desnecessariedade social do seu conhecimento: a burguesia, os poderosos na Galiza som espanholistas.

2) A dependência do espanhol. Plasmada primordialmente na escolha dumha grafia, a RAG-ILG, que leva 30 anos favorecendo a castrapizaçom e a mescla de espanhol e galego, tam prejudicial para o correcto uso de qualquer-umha delas.

IDIOMAS SIM, O NOSSO PRIMEIRO!