![]() |
|||||||||
|
Opiniom respeito do ataque aos direitos no IES da Guia - Vigo
Fevereiro 2010 Transcrevemos a seguir um artigo de opiniom assinado polo companheiro Adriám Vasques, membro de AGIR em Vigo. Desde começos desta semana publicamos no web umha nova sobre o que está a acontecer num liceu de Vigo. Com esta opiniom, Adriám repara na funçom reprodutora da ideologia que exercem os centros de ensino, grças à inestimável colaboraçom de muitos funcionários acomodados. Os factos acontecidos neste primeiro trimestre de curso no viguês IES da Guia evidenciam a falta de crítica, de vontade própria e de mínimo esforço. A grande parte do professorado e a direcçom deste centro obviam os seus própios sentimentos e rechaçam unir-se à luita dando as costas à solidariedade. Só assim se entende a sua teimosa obsessom por desfazer-se dos problemas dum jeito mecanicista e imediato, sendo fiéis reprodutores das ideias legadas polos construtores da ideologia capitalista que impera na ordem vigente das cousas. Sabemos perfeitamente que vivemos num sistema feito para proteger os interesses da grande burguesia, dona do Capital, dos meios de produçom, da ideologia e do Estado. Para que os seus privilégios nom se vejam em perigo precisam de domesticar o movimento operário, pois é a grande maioria do povo o que vende a sua força de trabalho a cámbio dum salário que nom se corresponde com as horas trabalhadas e, portanto, a burguesia obtém a sua mais-valia. Manter alienada a classe trabalhadora é essencial para que todo siga igual. Mas nom só. É preciso, para que as cousas continuem o seu rumo, integrar na lógica do sistema a toda a populaçom desde que nascemos. Assim, desde que entramos na escola até que saimos convertidos em novos operári@s preparados para a nossa exploraçom, passamos por um período de adoutrinamento onde nos ensinam, dum jeito memorístico e acrítico, todo o necessário para que nom nos fagamos perguntas; para aceitarmos umha história manipulada; umha educaçom sexista que permita sobreviver o patriarcado; o funcionamento, como único possível, da economia de mercado, etc… acrescentado as imagens esterotipadas das mulheres dos anúncios, ou do consumismo imparável que entra polos nossos olhos por outras formas de publicidade. A burguesia controla todo: desde os aparelhos jurídico-políticos até as nossas mentes. E som os nossos pais e maes os encarregad@s de reproduzir essa ideologia imperante, ainda que seja por inércia. E é o funcionariado mais acomodado quem nom querem tratar os problemas desde a raíz, deixando assim todo na mesma. E é a direcçom dos centros de ensino os que gozam também duns privilégios que nom querem perder, rechaçando qualquer soluçom que vaia em contra do sistema que os protege. É por isso que denunciamos a mecánica atitude à hora de fazer cumprir as leis nos centros de ensino; no IES da Guia, o director nom fai nada além de reproduzir umha lei autoritarista proveniente da Conselharia do governo autonómico. Eis a questom: nós, o estudantado, devemos afastar-nos desse pensamento de soluçons rápidas baratas e inservíveis. Temos que aprender a pensar bem e por nós próprios, como única maneira de conscienciar-nos e ganhar o que nos pertence: os nossos direitos e liberdades em todos os centros de ensino. Para isto só há um caminho: a luita organizada. |
||||||||