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Actualizada em
28/08/10

AGIR-Vigo perante os problemas de dúas estudantes no IES da Guia

Janeiro 2010

AGIR-Vigo conheceu à volta de finais de Novembro, e através da denuncia dum estudante, a gestom autoritária em contra dos interesses do estudantado que nom deixa de receber, umha e outra vez, golpes aos seus direitos mais legítimos. Estamos a falar dos acontecimentos ocorridos no IES da Guia, onde dúas estudantes fôrom privadas do seu direito à avaliaçom contínua depois de anunciarem ausências às aulas por graves motivos pessoais relativos com a saúde.

AGIR, como organizaçom estudantil, sabe que a única soluçom aos problemas é tratando-os desde a sua base, descobrindo quais som as suas raízes. Por isso denunciamos a lei promulgada pola Conselharia de Educaçom que estabelece a perda de avaliaçom contínua se faltares um 10% às aulas, sejam estas faltas justificadas ou nom.

Se bem essa percentagem nom deveria incluir quem nom podem acudir às aulas por doenças eventuais, muito menos casos como o actual, em que dúas estudantes com problemas de adequaçom horária perdem a avaliaçom contínua por um motivo que ataca à dignidade das pessoas.

As estudantes denunciárom a sua situaçom ao professorado e, posteriormente, ao director do centro, Manuel Rodríguez. O professorado deste liceu, acrítico e covarde, desviou toda responsabilidade ao director. Este, pola sua banda, amosou umha teimosa obsessom polo cumprimento íntegro da lei chegando a dizer, dirigíndo-se a umha das afectadas: “Eu entendo que a situaçom do teu pai é complicada, mas a lei é a lei, assim que é umha mágoa”. Ante a réplica da estudante, o senhor insistiu dizendo: “Que mágoa”.

AGIR-Vigo apresentou-se no liceu e falou com os responsáveis, professorado e direcçom, obtendo a mesma resposta. Comentamos que seria umha rápida e doada soluçom que o director falasse com o professorado correspondente em privado para que lhes mantivessem a avaliaçom contínua. O director negou-se dada a preocupaçom que lhe produzia que essa concessom chega-se a ouvidos dalgum outr@ estudante. A segunda via possível era, simplesmente, o entendimento pragmático da lei, como bem sucede numha grande parte dos liceus vigueses em casos menos alarmantes que estes. Também foi rechaçada, deixando em evidência um director sem autoridade diante do professorado e inumano.

Ante estes resultados AGIR-Vigo estará do mesmo lado de sempre e neste caso, apoiará as dúas estudantes através da agitaçom correspondente, além de notificar o sucedido aos meios de comunicaçom, ampliando as críticas à primeira culpável: a Conselharia de Educaçom.

Parabenizamos o estudantado do IES da Guia, que tomando consciência da necessidade da autoorganizaçom, já começou a fazer desaparecer os partes das faltas injustas conseguindo o enfado da direcçom. Aplaudimos o gesto e animamos a empregar todos os métodos de luita que sirvam para frear o recorte de direitos que se estám a produzir neste liceu.